
Em agosto de 2025, o presidente Lula assinou o decreto que regulamenta a TV 3.0 no Brasil — o padrão DTV+, baseado no ATSC 3.0. As primeiras transmissões experimentais estão previstas para junho de 2026 nas regiões metropolitanas de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O processo de cobertura nacional deve se estender por 10 a 15 anos e exigirá investimentos estimados em R$ 21,79 bilhões.
Mas o que isso significa na prática para quem gerencia uma emissora hoje?
É comum associar a TV 3.0 apenas à troca de transmissores e antenas. Esse é um erro caro. A migração envolve toda a cadeia de produção: câmeras, switchers, sistemas de armazenamento, codificação e, principalmente, o playout. O novo padrão adota o codec VVC (Versatile Video Coding), que oferece ganho de eficiência de 50% sobre o MPEG-4 — mas exige que o sistema de exibição saiba lidar com esse novo formato.
O playout é o último elo antes da transmissão. Se ele não suporta os novos formatos, não adianta investir em câmeras 4K ou em novos transmissores.
A ABERT tem alertado que o maior desafio não está nas grandes emissoras — a Globo já iniciou parcerias com a Grass Valley para infraestrutura IP e produção em 4K. O ponto crítico está nas afiliadas regionais e nas emissoras menores, que não têm acesso às mesmas estruturas de crédito e precisam fazer mais com menos.
Para essas emissoras, o planejamento técnico para a TV 3.0 passa por três perguntas práticas:
Transmissores e infraestrutura de RF dependem de concessões, financiamentos e prazos regulatórios. O playout não. Você pode atualizar seu sistema de exibição hoje — sem esperar o Anatel, sem depender de crédito externo, sem migrar toda a operação de uma vez.
Emissoras que modernizam o playout agora ganham dois anos de vantagem: operam melhor no padrão atual e chegam preparadas para o DTV+.
Os sistemas TVPLAY já suportam múltiplos formatos de entrada e saída, incluindo SDI, IP/NDI e fluxos de streaming. A linha está em constante atualização para acompanhar as evoluções técnicas do mercado brasileiro — com suporte presencial e remoto, em português, por engenheiros que conhecem a realidade das emissoras regionais.
A TV 3.0 vai chegar. A questão é se sua emissora vai chegar junto.
Nosso time está disponível para tirar dúvidas, fazer demonstrações e apoiar sua operação.