A NAB Show 2025, realizada em Las Vegas entre os dias 5 e 9 de abril, consolidou uma transformação que vinha sendo anunciada há alguns anos: a inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a fazer parte do dia a dia operacional das emissoras de TV. O tema central do evento — Storytelling at Scale (Narrativa em Escala) — refletiu exatamente essa mudança: produzir mais, com mais qualidade, para mais plataformas, sem necessariamente aumentar equipe ou orçamento.
A revista TV Technology resumiu bem o espírito da edição de 2025: “Less hype, more helping” — menos papo, mais resultado. Em vez de conceitos futuristas, o que se viu nos corredores da Las Vegas Convention Center foram demonstrações de IA já em produção, com clientes reais e métricas concretas.
Agentic AI: a IA que age por conta própria
O conceito mais comentado foi o de agentic AI — sistemas de inteligência artificial que atuam de forma autônoma em múltiplos sistemas ao mesmo tempo, sem necessidade de comando humano para cada etapa do processo.
A empresa HighField AI apresentou o que chamou de “primeira solução agentic AI multimodal da indústria para workflows de grafismo em broadcast”. Na prática, o sistema lê matérias escritas pelos repórteres no NRCS (sistema de notícias da emissora), aciona agentes de IA que identificam automaticamente os templates de gráficos mais adequados e preenchem os campos com texto, imagens e vídeos dos repositórios da emissora — sem que o operador de grafismo precise intervir. O ganho de eficiência anunciado chegou a 75%.
A Avid apresentou o Avid Content Core, plataforma que integra MediaCentral, iNEWS, Avid NEXIS e outras ferramentas em uma visão unificada do fluxo de conteúdo das emissoras, com integração nativa à AWS para workflows cloud-native de noticiário.
Tradução automática e acessibilidade em escala
A Sinclair Broadcasting, uma das maiores redes de TV local dos EUA, revelou um piloto de IA que gera versões em espanhol de noticiários locais para distribuição no YouTube — em quatro emissoras simultaneamente, sem custo adicional de locução ou tradução humana.
A Akta demonstrou geração automática de descrições de programas em múltiplos idiomas, reduzindo em 80% o tempo dedicado a essa tarefa. A Verbit mostrou sistemas de speech-to-text de alta precisão integrados diretamente a workflows de playout para legendagem automática em tempo real.
Arquivo inteligente: busca por linguagem natural
Outro destaque foi a aplicação de IA para tornar os vastos arquivos das emissoras efetivamente pesquisáveis e monetizáveis. A AWS demonstrou como os serviços Amazon Nova, Bedrock e Amazon Q permitem buscar conteúdo em arquivos históricos usando linguagem natural. A CBS News ampliou seu contrato com a Veritone para tornar seu arquivo mais pesquisável e monetizável. A Grass Valley apresentou busca de ativos com comandos como “encontre um barco em um lago com sol ao fundo”.
Conteúdo curto gerado automaticamente
A Quickplay usou IA generativa para identificar “momentos-chave” em conteúdos longos ao milissegundo e gerar automaticamente clips com potencial viral para redes sociais — sem edição humana. Para emissoras que precisam alimentar Instagram, TikTok e YouTube Shorts com recortes do noticiário ao vivo, a automação desse processo representa uma mudança operacional significativa.
O que isso significa para emissoras brasileiras
A democratização dessas ferramentas é real. Parte delas já está disponível como serviço SaaS — sem necessidade de infraestrutura própria de IA ou equipe de dados especializada. Para emissoras regionais brasileiras, os casos de uso mais imediatos são:
- Legendagem automática em conformidade com as exigências da Anatel;
- Geração de descrições de programas para guias eletrônicos e plataformas de streaming;
- Busca em arquivo para reutilização de conteúdo histórico;
- Cortes automáticos para distribuição nas redes sociais.
A NAB 2025 deixou claro: a IA no broadcast não é mais uma questão de “se” — é uma questão de “quando” e “como”. Para as emissoras que ainda não iniciaram essa jornada, o momento é agora.
A NAB Show 2025, realizada em Las Vegas entre os dias 5 e 9 de abril, consolidou uma transformação que vinha sendo anunciada há alguns anos: a inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a fazer parte do dia a dia operacional das emissoras de TV. O tema central do evento — Storytelling at Scale (Narrativa em Escala) — refletiu exatamente essa mudança: produzir mais, com mais qualidade, para mais plataformas, sem necessariamente aumentar equipe ou orçamento.
A revista TV Technology resumiu bem o espírito da edição de 2025: “Less hype, more helping” — menos papo, mais resultado. Em vez de conceitos futuristas, o que se viu nos corredores da Las Vegas Convention Center foram demonstrações de IA já em produção, com clientes reais e métricas concretas.
Agentic AI: a IA que age por conta própria
O conceito mais comentado foi o de agentic AI — sistemas de inteligência artificial que atuam de forma autônoma em múltiplos sistemas ao mesmo tempo, sem necessidade de comando humano para cada etapa do processo.
A empresa HighField AI apresentou o que chamou de “primeira solução agentic AI multimodal da indústria para workflows de grafismo em broadcast”. Na prática, o sistema lê matérias escritas pelos repórteres no NRCS (sistema de notícias da emissora), aciona agentes de IA que identificam automaticamente os templates de gráficos mais adequados e preenchem os campos com texto, imagens e vídeos dos repositórios da emissora — sem que o operador de grafismo precise intervir. O ganho de eficiência anunciado chegou a 75%.
A Avid apresentou o Avid Content Core, plataforma que integra MediaCentral, iNEWS, Avid NEXIS e outras ferramentas em uma visão unificada do fluxo de conteúdo das emissoras, com integração nativa à AWS para workflows cloud-native de noticiário.
Tradução automática e acessibilidade em escala
A Sinclair Broadcasting, uma das maiores redes de TV local dos EUA, revelou um piloto de IA que gera versões em espanhol de noticiários locais para distribuição no YouTube — em quatro emissoras simultaneamente, sem custo adicional de locução ou tradução humana.
A Akta demonstrou geração automática de descrições de programas em múltiplos idiomas, reduzindo em 80% o tempo dedicado a essa tarefa. A Verbit mostrou sistemas de speech-to-text de alta precisão integrados diretamente a workflows de playout para legendagem automática em tempo real.
Arquivo inteligente: busca por linguagem natural
Outro destaque foi a aplicação de IA para tornar os vastos arquivos das emissoras efetivamente pesquisáveis e monetizáveis. A AWS demonstrou como os serviços Amazon Nova, Bedrock e Amazon Q permitem buscar conteúdo em arquivos históricos usando linguagem natural. A CBS News ampliou seu contrato com a Veritone para tornar seu arquivo mais pesquisável e monetizável. A Grass Valley apresentou busca de ativos com comandos como “encontre um barco em um lago com sol ao fundo”.
Conteúdo curto gerado automaticamente
A Quickplay usou IA generativa para identificar “momentos-chave” em conteúdos longos ao milissegundo e gerar automaticamente clips com potencial viral para redes sociais — sem edição humana. Para emissoras que precisam alimentar Instagram, TikTok e YouTube Shorts com recortes do noticiário ao vivo, a automação desse processo representa uma mudança operacional significativa.
O que isso significa para emissoras brasileiras
A democratização dessas ferramentas é real. Parte delas já está disponível como serviço SaaS — sem necessidade de infraestrutura própria de IA ou equipe de dados especializada. Para emissoras regionais brasileiras, os casos de uso mais imediatos são:
- Legendagem automática em conformidade com as exigências da Anatel;
- Geração de descrições de programas para guias eletrônicos e plataformas de streaming;
- Busca em arquivo para reutilização de conteúdo histórico;
- Cortes automáticos para distribuição nas redes sociais.
A NAB 2025 deixou claro: a IA no broadcast não é mais uma questão de “se” — é uma questão de “quando” e “como”. Para as emissoras que ainda não iniciaram essa jornada, o momento é agora.