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NAB 2025: JPEG XS consolida a era da produção remota de alta qualidade

A produção remota — conhecida no mercado como REMI (Remote Integration Model) — não é novidade no broadcast. O que a NAB Show 2025 mostrou é que ela alcançou um novo nível de maturidade técnica, com o codec JPEG XS consolidando-se como o padrão preferido para transmissão de vídeo com qualidade “visually lossless” e latência medida em milissegundos.

O que é JPEG XS e por que ele importa

O JPEG XS é um codec de compressão leve e de baixíssima latência, padronizado pela SMPTE (ST 2110-22). Diferente do H.264 ou H.265 — que comprimem agressivamente e introduzem latência de múltiplos quadros — o JPEG XS opera dentro de um único quadro, com taxa de compressão aproximada de 1:6 a 1:10, mantendo qualidade visualmente idêntica ao sinal original.

O resultado: vídeo profissional em alta resolução com latência abaixo de um milissegundo — viável para produção ao vivo, onde qualquer atraso perceptível entre câmera e operador de switcher é inaceitável.

Os lançamentos de destaque na NAB 2025

A Net Insight apresentou uma das demonstrações mais impactantes do evento: a plataforma Nimbra 1000 com capacidade de processar 160 streams UHD-4K com qualidade lossless em um único dispositivo, em rede 100GbE. Para cobertura de grandes eventos esportivos, esse nível de densidade significa menos hardware em campo e menos enlaces de contribuição contratados.

A Evertz anunciou o NEXX-IO-R1, módulo universal de I/O com codificação e decodificação JPEG XS para qualquer formato e resolução, suportando até 32 encodes ou decodes simultâneos.

A FOR-A, em parceria com a intoPIX, demonstrou o processador FA-1616 entregando vídeo de alta resolução com latência abaixo de 1 ms via JPEG XS — resultado que até recentemente era exclusivo de sinais SDI nativos.

A sessão dedicada ao tema no programa da conferência — “How to Use JPEG XS to Transform Live TV” — foi uma das mais concorridas do evento.

Calrec True Control 2.0 — Produto do Ano em produção remota

O Calrec True Control 2.0 venceu o NAB Product of the Year Award na categoria Remote Production. O sistema é um ecossistema IP adaptativo que permite controlar consoles de áudio remotamente via browser, de qualquer console Calrec Argo ou do True Control 2.0 em qualquer console compatível.

O novo console compacto Argo M (24 ou 36 faders) foi lançado especificamente para aplicações de pequena e média escala — emissoras regionais e produtoras menores que precisam de produção remota sem o custo de infraestrutura de grandes redes.

Por que o REMI é urgente para emissoras regionais brasileiras

O modelo REMI tem uma proposta clara: em vez de enviar uma equipe completa para cada cobertura externa, envia-se apenas câmeras e um técnico. Todo o resto — switching, grafismo, áudio, direção — opera remotamente, de dentro da emissora.

Para emissoras do interior e capitais menores, o impacto é direto:

  • Redução de custos operacionais em coberturas externas de até 50%;
  • Reutilização da equipe para múltiplas coberturas simultâneas;
  • Qualidade de produção equivalente à das grandes redes;
  • Capacidade de cobrir eventos em cidades distantes sem diárias e deslocamentos.

Com o JPEG XS tornando-se mais acessível em plataformas como Evertz e FOR-A, o REMI deixou de ser exclusividade das grandes redes e passou a ser uma realidade para qualquer emissora com conexão de fibra de qualidade.

A NAB 2025 deixou claro: a produção remota não é uma alternativa de emergência — é o modelo operacional do futuro do broadcast.

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NAB 2025: JPEG XS consolida a era da produção remota de alta qualidade

A produção remota — conhecida no mercado como REMI (Remote Integration Model) — não é novidade no broadcast. O que a NAB Show 2025 mostrou é que ela alcançou um novo nível de maturidade técnica, com o codec JPEG XS consolidando-se como o padrão preferido para transmissão de vídeo com qualidade “visually lossless” e latência medida em milissegundos.

O que é JPEG XS e por que ele importa

O JPEG XS é um codec de compressão leve e de baixíssima latência, padronizado pela SMPTE (ST 2110-22). Diferente do H.264 ou H.265 — que comprimem agressivamente e introduzem latência de múltiplos quadros — o JPEG XS opera dentro de um único quadro, com taxa de compressão aproximada de 1:6 a 1:10, mantendo qualidade visualmente idêntica ao sinal original.

O resultado: vídeo profissional em alta resolução com latência abaixo de um milissegundo — viável para produção ao vivo, onde qualquer atraso perceptível entre câmera e operador de switcher é inaceitável.

Os lançamentos de destaque na NAB 2025

A Net Insight apresentou uma das demonstrações mais impactantes do evento: a plataforma Nimbra 1000 com capacidade de processar 160 streams UHD-4K com qualidade lossless em um único dispositivo, em rede 100GbE. Para cobertura de grandes eventos esportivos, esse nível de densidade significa menos hardware em campo e menos enlaces de contribuição contratados.

A Evertz anunciou o NEXX-IO-R1, módulo universal de I/O com codificação e decodificação JPEG XS para qualquer formato e resolução, suportando até 32 encodes ou decodes simultâneos.

A FOR-A, em parceria com a intoPIX, demonstrou o processador FA-1616 entregando vídeo de alta resolução com latência abaixo de 1 ms via JPEG XS — resultado que até recentemente era exclusivo de sinais SDI nativos.

A sessão dedicada ao tema no programa da conferência — “How to Use JPEG XS to Transform Live TV” — foi uma das mais concorridas do evento.

Calrec True Control 2.0 — Produto do Ano em produção remota

O Calrec True Control 2.0 venceu o NAB Product of the Year Award na categoria Remote Production. O sistema é um ecossistema IP adaptativo que permite controlar consoles de áudio remotamente via browser, de qualquer console Calrec Argo ou do True Control 2.0 em qualquer console compatível.

O novo console compacto Argo M (24 ou 36 faders) foi lançado especificamente para aplicações de pequena e média escala — emissoras regionais e produtoras menores que precisam de produção remota sem o custo de infraestrutura de grandes redes.

Por que o REMI é urgente para emissoras regionais brasileiras

O modelo REMI tem uma proposta clara: em vez de enviar uma equipe completa para cada cobertura externa, envia-se apenas câmeras e um técnico. Todo o resto — switching, grafismo, áudio, direção — opera remotamente, de dentro da emissora.

Para emissoras do interior e capitais menores, o impacto é direto:

  • Redução de custos operacionais em coberturas externas de até 50%;
  • Reutilização da equipe para múltiplas coberturas simultâneas;
  • Qualidade de produção equivalente à das grandes redes;
  • Capacidade de cobrir eventos em cidades distantes sem diárias e deslocamentos.

Com o JPEG XS tornando-se mais acessível em plataformas como Evertz e FOR-A, o REMI deixou de ser exclusividade das grandes redes e passou a ser uma realidade para qualquer emissora com conexão de fibra de qualidade.

A NAB 2025 deixou claro: a produção remota não é uma alternativa de emergência — é o modelo operacional do futuro do broadcast.

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